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Publicado em 28 de novembro de 2017 às 07:54h

Após polêmica em vestibular de medicina, universidade cancela prova

por Foco no Poder
Alternativa estava destacada em negrito na prova do vestibular de medicina da Unifacs, em Salvador (Foto: Arquivo Pessoal )

Alternativa estava destacada em negrito na prova do vestibular de medicina da Unifacs, em Salvador (Foto: Arquivo Pessoal )

 Após estudantes que participaram do vestibular de medicina 2018.1 da Universidade Salvador (Unifacs), no domingo (26), na capital baiana, denunciarem que a maioria das provas do processo seletivo tinha questões com as respostas corretas destacadas em negrito, a instituição decidiu, nesta segunda-feira (28) anular a aplicação da prova.

Através de nota, a Unifacs informou que uma nova prova será realizada no dia 9 de dezembro (sábado), das 15h às 19h, no campus Tancredo Neves.

Ainda segundo a Unifacs, “a Consultec, empresa contratada para a elaboração e aplicação das provas de vestibulares da instituição há mais de 25 anos, identificou falhas pontuais na impressão de alguns cadernos de prova, aplicados no Vestibular de Medicina da UNIFACS 2018.1”.

Caso

De acordo com os candidatos, em algumas avaliações o realce nas alternativas era sutil, mas outras tinham as respostas sinalizadas com maior intensidade, o que chegou a fazer com que alguns estudantes pensassem que fosse um erro de impressão.

Em entrevista ao G1, nesta segunda-feira (27), a estudante Natália Machado, de 21 anos, contou que só se deu conta de que algo estava errado com a prova dela depois que chegou em casa e conversou com colegas de um curso pré-vestibular, que também tinham participado do processo seletivo.

“Não percebi, porque, na minha prova, estava bem de leve, e houve um outro problema. Antes de receber a prova, a fiscal já tinha avisado que a minha estava riscada na frente. Por isso achei que fosse um erro de impressão. Estava bem sutil. Ao contrário de outros candidatos, que estava bem destacado”, contou.

Alternativas estavam mais destacadas em algumas provas que em outras (Foto: Arquivo Pessoal)

Alternativas estavam mais destacadas em algumas provas que em outras (Foto: Arquivo Pessoal)

Inconformada com a situação, a candidata se juntou a outros estudantes que fizeram a prova e procurou o Ministério Público (MP) nesta segunda-feira. “Eu acho um absurdo, porque a gente paga uma inscrição cara e se prepara por vários meses para fazer a prova. O mínimo que deveria vir era uma prova justa para todos os candidatos. Eu esperava uma prova justa”, disse.

A estudante Caroline Sales, 19 anos, também contou ao G1 que se sentiu lesada com a prova. Diferente de Natália, a prova dela sequer estava com as alternativas destacadas. Ela também tomou conhecimento do problema por amigos. “A minha prova não estava em negrito. Assim que cheguei em casa meus amigos falaram que a prova estava em negrito. A gente se preparou o ano todo para levar esse prejuízo”, afirmou.

A prova da instituição foi realizada entre as 9h e 13h do domingo, no campus localizado na Avenida Tancredo Neves. O processo seletivo teve taxa de inscrição entre R$ 300 e R$ 380. Fonte: G1/BA

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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.