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Publicado em 12 de dezembro de 2017 às 14:08h

Avaliação da administração de Teixeira de Freitas durante o ano de 2017

Outro gargalo está na educação, porque os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) não conseguem pagar sequer a folha de pessoal. A saída está no reordenamento escolar, que é uma medida antipopular, mas estritamente necessária para a educação não quebrar o município.
por Dilvan Coelho

A Opinião Pública é um dos fatores de grande relevância para o acompanhamento, avaliação e divulgação de uma gestão municipal, pois é através dela que os profissionais atuantes na gestão estratégica descobrem informações de suma importância para o planejamento das ações futuras, correção de possíveis falhas, fidelização de líderes e garantia da satisfação da população do município.

A Sondagem de Opinião Pública através de pesquisa é a forma mais eficiente de avaliar uma gestão, porque identifica a satisfação, os desejos, os anseios e as necessidades da população em estudo, garantindo, assim, o acompanhamento constante da evolução do processo administrativo.

A Pesquisa de Opinião nada mais é que uma fotografia do momento, a qual mostra de forma precisa e confiável o cenário político da localidade em estudo e os caminhos a serem percorridos pela administração em prol da sua satisfação e da população.

Foi com esses objetivos que o nosso site foconopoder.com procurou acompanhar durante o ano de 2017, com pesquisas, a administração de Teixeira de Freitas, para quando emitir sua opinião fazer de forma coerente com a realidade da população, e não ir de encontro a opinião pública. Para isso, o FOCO NO PODER contou com a parceria do INSTITUTO FOCO, que tem sido  parceiro em várias campanhas com nossa empresa de marketing, a MANDATTO.

Durante o ano de 2017 fizemos três pesquisas em Teixeira de Freitas, a primeira com 6 meses de governo, a segunda com 9 meses e a terceira no mês de dezembro. Iremos fazer uma análise comparativa de acordo com a radiografia do momento em que foram feitas as pesquisas. As quais foram realizadas com cerca de 1.600 entrevistados, abrangendo todos os bairros e distritos, de acordo com sexo, idade, renda familiar e escolaridade. Tendo como objetivo saber a percepção das pessoas com relação a avaliação da gestão municipal, identificar as necessidades e as expectativas da população junto à Administração e analisar o cenário político eleitoral.

Na pesquisa inicial, a primeira pergunta foi sobre o nível de satisfação de morar em Teixeira de Freitas. 53% estão satisfeitos, 29% indiferentes, 12% insatisfeitos e 6% não responderam. Por coincidência, os dois bairros que têm maior nível de satisfação são o Residencial Paraíso, com 70%, e o Vila Feliz, com 67%. Os jovens entre 16 e 17 anos são os que estão mais satisfeitos – 64%, e aqueles entre 50 e 59 anos são os que estão mais insatisfeitos – 32%. Os que têm curso médio, 73%, e os que ganham até 1 salário-mínimo, 68%, são os mais satisfeitos. Os principais motivos da satisfação são: gostam da cidade (34%), tem boa estrutura (19%), é sua terra natal (18%). E os motivos porque não gostam são: a violência (40%), o desemprego (23%), e a falta de desenvolvimento (12%). Nos serviços, os campeões dos reclamos da população estão na saúde, com 22%; infraestrutura, asfalto e saneamento juntos dão 17%; desemprego e violência 18%; e a falta de investimentos em todos os setores 11%. Os itens mais lembrados como promessa de campanha foram os seguintes: asfalto (13,4%), melhorar a saúde (12,6%), todos os setores (9,5%), segurança (9,2%), emprego (7,1%). Quanto ao nível de confiança na administração: 64% disseram que confiava, 29% não confiavam, e 7% não quiseram informar. Com relação ao direcionamento da administração, a maioria, 38%, entendem que é voltada para os interesses coletivos, enquanto 20% acham que é voltada para seus interesses e de seu grupo.

No momento da primeira pesquisa o que mais se destacava na gestão era a limpeza (16%), investimento na saúde (8%), boa administração buscando recursos (7%), festa da cidade (4%). E o que mais pesava de forma negativa era o setor de saúde, com 23%, problemas diversos (17%), insegurança (13%), e promessas de campanha não cumpridas (7%). No item aprovação da administração, 47% aprovavam e 41%, não; 12% não quiseram informar. Na avaliação do trabalho do prefeito, 27% consideravam ótimo/bom, 43%, regular, 24%, ruim/péssimo e 6% não opinaram. Nos setores da administração o que estava melhor avaliado era a coleta de lixo, com 50% de ótimo/bom e o setor mais mal avaliado era a saúde, com 60% de ruim/péssimo, mesmo a população entendendo que o governo estava investindo no setor.

Já na segunda pesquisa, depois de cerca de oito meses de governo, a avaliação positiva caiu drasticamente, ótimo/bom (14%), regular (29%), ruim/péssimo (49%), e não opinou (8%). Diante desse quadro, a estratégia adotada pelo governo foi intensificar o trabalho nos setores que a população mais cobrava, que era asfalto, saúde e geração de empregos. Por isso, o prefeito intensificou o trabalho de asfaltamento, está investindo mais ainda na saúde e busca gerar empregos, desenvolvendo o distrito industrial, incentivando o agronegócio através da Secretaria de Agricultura, e deu atenção especial à realização da 35ª Exposição Agropecuária. Com essas atitudes conteve a queda, reverteu os índices e voltou aos patamares anterior. Na pesquisa realizada agora, no mês de dezembro, os índices ficaram assim: ótimo/bom (28%), regular (42%), ruim/péssimo (24%) e não opinou (6%). “Os que confiam no governo” voltou a crescer – 55%, os que não confiam – 41%, e os que não opinaram, 4%.

Com a reação que o governo teve, vai servir para motivar mais ainda toda equipe para seguir em frente, porque significa que está indo no rumo certo. A grande realidade é que os gargalos da gestão estão na saúde em primeiro lugar, mas o prefeito está conseguindo colocar o Hospital Municipal e a Unidade Municipal Materno-Infantil dentro do consórcio, rateando as despesas de custeio com o governo do estado em 40% e com os demais municípios, 60%, o que é justo, porque Teixeira está pagando a conta sozinha. Outro gargalo está na educação, porque os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) não conseguem pagar sequer a folha de pessoal. A saída está no reordenamento escolar, que é uma medida antipopular, mas estritamente necessária para a educação não quebrar o município. Com a solução dos problemas da saúde e da educação, o município terá condições de conseguir financiamentos externos para realizar as obras de asfaltamento que a cidade tanto sonha.

 

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Curtas e picantes
Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
Eco & Pet
Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.