editorial destaques

O QUE ESTÁ EM FOCO

economia sustentabilidade comunidade política saúde educação esportes polícia

COLUNAS

além da porteira curtas e picantes eco e pet vidas em foco

SUSTENTABILIDADE

Publicado em 9 de abril de 2017 às 14:21h

Bomba! A água de Teixeira de Freitas vai acabar

É preciso, agora, de medidas paliativas para sanar necessidades imediatas, e urgência na realização de medidas definitivas.
por Katia Armini

Não precisa ser um especialista no assunto para ver que o rio Itanhém, em pleno período das águas de março, época em que deveria estar mais cheio, não passa de um filete de água. Em alguns pontos do rio, é possível atravessá-lo andando. Se isso é assustador, imagine ouvir que a água de sua cidade vai acabar. Um proprietário de terras da região ouviu esse vaticínio de um geólogo do Departamento Nacional de Pesquisas e Recursos Minerais (DNPM), o qual deu como alternativa imediata a perfuração de poços artesianos. Segundo o geólogo, o lençol subterrâneo de Teixeira de Freitas é grande e deve ser explorado pela empresa responsável pela distribuição de água potável.

A equipe do “Foconopoder.com”, em entrevista com o procurador do município, dr. Paulo Américo, abordando os compromissos da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) com a cidade, questionou os motivos dela não ter expandido seus serviços a todos os munícipes. A cidade cresceu em ritmo acelerado enquanto o plano de expansão da Embasa se manteve estático.  De acordo com o procurador, o convênio anterior feito com a empresa era superficial, não contemplando a possibilidade de expansão. No entanto, algumas correntes de pensamento acreditam que isso não acontece por falta de recursos hídricos.

Manifestação em Itabuna (foto: blog do Nei).

Mas, será que teríamos recursos hídricos para atender a população por meio do rio Itanhém?

Se, nesse exato momento, começarmos a recuperar as nascentes e recompor a mata ciliar às margens dos rios, em quanto tempo nossos mananciais e rios voltariam a ter força?

Se nada for feito, o que acontece?

Manifestação em São Paulo (foto: images.vice.com).

Com a seca e o processo de erosão provocados pelo desmatamento, o mar está invadindo os rios, que, sem força para desaguar, cedem espaço às correntes marítimas. Isso já acontece no rio São Francisco, que corta os estados de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, e, também, com o rio Cricaré, no Espírito Santo. Em São Mateus, cidade ao norte capixaba, poços artesianos estão sendo a alternativa imediata. Mesmo assim, o corte prolongado no fornecimento de água está promovendo manifestações e revolta entre a população. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2030 (menos de 13 anos), a demanda por água vai superar a oferta em mais de 40%. Mas, o que estamos presenciando parece ser a antecipação desse quadro. Manifestações estouram em todo o país, ainda sem força para mobilizar os poderes públicos.

Decisões de grande porte necessitam de intervenção política e a moeda de troca é o desconforto do povo, mostrado através de manifestações populares. Se você nunca gostou de participar de seminários, audiências e de manifestações dramáticas com fechamento das BRs e outros artifícios, está na hora de repensar seus valores, pois só esse tipo de ação atrai a atenção da mídia e mostra aos políticos a direção de seu voto.

A água vai acabar, e, em nossa cidade, problemas sérios devem acontecer em menos de 5 anos. Precisamos, agora, de medidas paliativas para sanar necessidades imediatas, e de urgência na realização de medidas definitivas, que demandam um tempo substancial para se concretizarem. Já está passando da hora.

Você já sabe o que fazer?

TODO PODER EMANA DO POVO!

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP

Colunas

Além da porteira
Confira todas as informações sobre o Agronegócio e Economia Local, oportunidades e curiosidades e muito mais.
Curtas e picantes
Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
Eco & Pet
Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.