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Publicado em 16 de dezembro de 2017 às 21:55h

Cartão de crédito tem sido o vilão do controle das finanças dos brasileiros

por Foco no Poder

Os juros do cartão de crédito, que superam 330% ao ano, atingem principalmente os mais pobres. 80% dos que atrasam o pagamento da fatura fazem parte das classes D e E, que recebem até 3 salários mínimos por mês (até R$ 2.811), segundo levantamento da Boa Vista SCPC obtido pelo G1. Na outra ponta, a classe mais rica (A, com ganho mensal superior a 15 salários mínimos, ou R$ 14.055) concentra apenas 1% dos atrasos na fatura.

O gasto com itens de primeira necessidade é o principal uso que o brasileiro faz do cartão de crédito. Um estudo da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) com dados de setembro mostra que os alimentos aparecem na fatura de 50% desses consumidores. Em seguida, vêm os produtos de farmácia, consumidos por 37%.

Pesquisas mostram, ainda, que o brasileiro tende a parcelar suas compras no cartão de crédito. De acordo com especialistas em finanças pessoais, tais hábitos multiplicam o risco de descontrole.

Cartão até para quem não tem renda

Uma das maiores causas da inadimplência é o uso de cartão de crédito oferecido pelas lojas de varejo, mostra levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizado em todas as capitais.

Oito em cada 10 inadimplentes estão nessa situação porque atrasaram as dívidas dos cartões de loja.

Em que o brasileiro gasta?

Enquanto a compra de alimentos aparece na fatura de metade dos brasileiros, conforme o estudo da Abecs, gastos não essenciais aparecem com menor frequência nas compras com cartão de crédito: 17% dos usuários compram bens duráveis, como eletrodomésticos; 11% gastam com cultura e lazer; e 7% com serviços de salão de beleza.

Segundo uma especialista, o ideal é que os ganhos mensais do consumidor sejam suficientes para pagar as despesas fixas do mês, de forma que o limite da fatura do cartão seja usado apenas para despesas eventuais – e nunca como fonte de receita.

Ela pondera, contudo, que o hábito de pagar despesas fixas no cartão nem sempre decorre de um mau planejamento financeiro. “Pode ser falta de opção, agravada pela crise”, completa.

Como usar bem o cartão de crédito

Se bem usado, o cartão pode ser um aliado no planejamento financeiro. Veja, abaixo, dicas de especialistas em finanças pessoais para usar bem o cartão de crédito:

Não confundir crédito com renda

O limite da fatura não é uma receita extra, como muita gente pensa. Tudo o que for gasto no cartão em um mês deve ser descontado dos ganhos do consumidor no mês seguinte.

Comprar itens básicos no débito ou em dinheiro

O cartão de crédito deve ser priorizado para despesas extraordinárias, enquanto os gastos fixos devem, de preferência, ser pagos com a renda mensal.

Evitar pagar o valor mínimo da fatura

Se o consumidor tem recursos para pagar o valor total da fatura, deve sempre fazer esta escolha. Pagar o mínimo de 15% leva aos juros do crédito rotativo, os mais altos do mercado, que mesmo limitados a 30 dias obrigam a quitação no mês seguinte ou um parcelamento, também com juros altos.

Definir um limite de gastos por mês

Às vezes, o limite da fatura não é suficiente para manter o controle das finanças. Defina um percentual da renda que você pode gastar com o cartão e, se o valor ultrapassar esse teto, procure reduzir ou cortar as compras no crédito até o mês seguinte.

Ter no máximo 2 cartões de crédito

Possuir muitos cartões eleva as cobranças com taxas de anuidade e outras tarifas, além de aumentar o risco de descontrole. Geralmente, uma pessoa precisa de, no máximo, dois cartões. Concentrar os gastos em apenas um cartão aumenta o aproveitamento dos programas de milhas, por exemplo.

Aproveitar os programas de fidelidade

Muitos cartões oferecem prêmios como descontos em shows, meia entrada em cinemas, vinho no restaurante e resgate de pontos por produtos, por exemplo. Ao escolher o cartão de uma operadora, é bom avaliar se ele oferece vantagens que serão de fato aproveitadas ou se é melhor contratar outro produto, mais adequado ao seu perfil.

Compilação Taís Laporta, G1

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Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.