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CULTURA

Publicado em 13 de abril de 2017 às 15:19h

Com dificuldades financeiras, Orquestrando Futuros mantém aulas e ensaios

“Desde novembro do ano passado a prefeitura não está dando o repasse pra gente, ou seja, completamos 5 meses sem receber”, disse Orley.
por Foco no Poder

O “Foco do Poder” esteve na segunda-feira, 10 de abril, acompanhando o ensaio dos alunos do Orquestrando Futuros e, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelo maestro Orley Silva e sua equipe, eles continuam mantendo um trabalho sério e de qualidade com mais de 300 crianças de Teixeira de Freitas.

 

 

O Orquestrando Futuros (ORFS) é um projeto realizado pelo Instituto de Cultura Educação e Desenvolvimento (Iced) que, ao longo dos anos, tem revelado talentos para o Brasil inteiro, como aconteceu recentemente com os alunos Washington Couto, que foi selecionado para a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, e com o Peter Anderson, aluno de violoncelo selecionado para a Orquestra Juvenil da Bahia, ambos em 2017.

Em entrevista, Orley disse que o trabalho do Iced cresceu conforme a demanda e interesse da sociedade. Colocando as apresentações da Orquestra 9 de Maio no calendário cultural da cidade e participando de eventos, principalmente, os da Prefeitura, da qual tinha parceria.

Além de ser um patrimônio cultural da cidade, o projeto de música erudita tem retirado crianças carentes de situações de risco e dado oportunidades para elas mudarem de vida e descobrir seus talentos, inserindo toda a família no processo. “Nos tornamos referência em trabalhos sociais com as músicas voltadas para crianças em vulnerabilidade social”, disse Orley.

 

 

Apesar disso, por algum motivo ainda desconhecido, o principal apoiador do Orquestrando não está mais cumprindo os pagamentos para manter o projeto. Desde o dia 29 de março, os integrantes do projeto tem se mobilizado para que seja realizado o pagamento e renovado o contrato entre o Iced e a Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas, que se encerra no mês de julho deste ano.

“Desde novembro do ano passado, a prefeitura não está dando o repasse pra gente, ou seja, completamos 5 meses sem receber”, disse Orley. Ele ainda informou que foram protocolados os gastos na prefeitura, junto com todos os relatórios das atuações e gastos do projeto ao longo dos anos. E, mensalmente, são dados os relatórios dos gastos para a Secretaria Municipal de Educação.

Em março de 2017, Orley e os seus alunos foram convidados para participarem de uma sessão na Câmara de Vereadores. “É complicado você ver um profissional receber uma carta de despejo. É complicado você ver um grupo de pessoas juntar dinheiro para conseguir uma cesta básica”, disse o maestro, indignado com a situação em que se encontra a orquestra.

Diante da situação, alguns pais de alunos se reuniram e montaram uma Comissão que pretende agir em prol da permanência das atividades da orquestra na cidade e criaram, ainda, uma contracorrente para interessados fazerem doações: Caixa Econômica Federal, agência 3822-003, conta de número 00001062-8, está em nome do Instituto de Cultura, Educação e Desenvolvimento (Iced).

Em nenhum momento, professores e alunos pretendem abandonar o projeto, pois entendem que ele tem feito a diferença na comunidade teixeirense. Mas, a cada dia, fica difícil mantê-lo financeiramente. Quem quiser conhecer o Orquestrando o Futuro, basta ir até a sede, que fica na Igreja Batista Memorial, na av. Nove de Maio, Jardim Caraípe.

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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.