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Investigação

Publicado em 28 de julho de 2018 às 20:18h

Delegacia abre inquérito para investigar incêndio na Assembléia Legislativa: Essa não é a 1ª vez

por Katia Armini

BN/ – A 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves) abriu inquérito para investigar o incêndio, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), ocorrido na tarde deste sábado (28). A informação é da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA)

Segundo o órgão, investigadores estão no local buscando informações sobre o fato. A perícia foi solicitada e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) espera liberação do Corpo de Bombeiros para iniciar o trabalho.

O titular da 11 DT/Tancredo Neves, delegado Thiago Pinto, informou por meio de nota que alguns funcionários prestaram depoimentos preliminares.

Os militares autorizarão a entrada dos peritos após diminuição da temperatura interna do local e análise da estrutura física.

Essa não é a primeira vez:

incêndio de grandes proporções do Palácio Luís Eduardo Magalhães, prédio principal da Assembleia Legislativa da Bahia, na tarde deste sábado (28), é só mais um de uma série de incidentes semelhantes nas últimas quatro décadas de história CAB-Centro Administrativo da Bahia. Um levantamento feito pelo BNews em acervos de jornais aponta que o complexo público, inaugurado no primeiro governo de Antônio Carlos Magalhães, em 1972, tem histórico extenso de  ocorrências do tipo.

TRIBUNA DA BAHIA – 1978

Erguido em 1974, o Palácio já foi atingido por chamas três vezes em um mesmo ano: 1978. Na terceira vez, o Plenário foi totalmente destruído. Nessa época, as sessões legislativas passaram a ocorrer, até a conclusão dos reparos, em 1980, no auditório da Secretaria Estadual de Agricultura – também no Centro Administrativo.

Nos anos de 1984 e 1993 também ocorreram incêndios que destruíram prédios de secretarias e, consequentemente, boa parte dos seus acervos. Em 84, o fogo atingiu a Secretaria de Agricultura. Em 93, a Secretaria de Recursos Hídricos.

A TARDE – 1993

Em janeiro de 1999, um incêndio destruiu as sedes dos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios que funcionam no mesmo prédio de três andares. O fogo começou no primeiro andar, onde sete pedreiros trocavam o piso de uma das salas. Um dos trabalhadores teve que ser resgatado do terceiro andar pelos bombeiros. Os três andares foram completamente destruídos. Apenas as instalações do Baneb e a recepção do prédio, no térreo, não foram atingidas.

Já em outubro de 2003, um incêndio destruiu móveis, equipamentos e documentos da Secretaria de Educação. Somente a estrutura do prédio não foi comprometida pelo fogo que durou quase dois dias. As chamas se iniciaram próximo ao gabinete da secretária Anaci Bispo Paim. Ela e cerca de outros 40 funcionários ainda estavam no prédio, mas conseguiram sair pelas escadas. O fogo se alastrou rapidamente por causa da grande quantidade de material de fácil combustão, como divisórias de madeira e papéis.

Mais recentemente, um dos últimos incêndios atingiu a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), em setembro de 2014. O prédio também sedia a da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). O fogo começou no andar térreo do prédio, ao lado da sala dos Conselhos e chegou ao terceiro pavimento em minutos. O problema teria começado em um ar-condicionado. O acervo de documentos das duas pastas fica no subsolo e, por isso, foi salvo.

Incêndio em 2018

O incêndio de grandes proporções que atingiu o terceiro andar do Palácio Luís Eduardo Magalhães foi controlado no final da tarde deste sábado (28). Uma perícia será realizada para apurar o real motivo que ocasionou o fogo – a suspeita recai em um curto circuito – e também para contabilização dos prejuízos causados pelo sinistro, iniciado por volta das 15h.

A fumaça preta que tomou conta do prédio foi vista de longe, de diversos bairros de Salvador e os principais canais de comunicação do legislativo saíra do ar. O terceiro andar estava em obras de melhorias, principalmente no setor de Recursos Humanos. Há também confirmação de que nenhum documento foi perdido e não houve vítimas.

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Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.