editorial destaques

O QUE ESTÁ EM FOCO

economia sustentabilidade comunidade política saúde educação esportes polícia

COLUNAS

além da porteira curtas e picantes eco e pet vidas em foco

Eco & Pet

por Cristhiane Ferreguett
Publicado em 01/05/2018 ás 15:23h

ARTIGO 1: Todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência

Recentemente apresentamos aqui a Declaração Universal dos Direitos dos Animais,  adotada em Londres pela Liga Internacional dos Direitos dos Animais (hoje: Fondation Droit Animal, Ethique et Sciences) em setembro de 1978, e proclamada em Paris, em 15 de outubro de 1978,  pela Liga em uma reunião que foi realizada em um edifício da UNESCO.

Hoje, iremos discutir o artigo primeiro, que fala da igualdade de todos os seres vivos. Trata-se de um artigo complexo, considerando que fomos criados acreditando e praticando o especismo.

O especismo define-se pela discriminação arbitrária daqueles que não pertencem a uma determinada espécie. A maior parte dos humanos são especistas perante os restantes animais, uma vez que os consideram seres inferiores e os colocam num patamar abaixo do seu, não lhes conferindo qualquer tipo de direitos.

Nós, humanos, pertencemos ao grupo animal e como animais temos interesses e necessidades próprias. Estas emoções e necessidades não ocorrem apenas com os humanos, elas ocorrem independentemente da espécie à qual pertencemos, no entanto, fazemos uma grande diferença entre nós e os outros animais. Os nossos interesses sempre prevalecem em detrimento dos interesses dos animais não-humanos. A esta discriminação chamamos especismo.

Os defensores do especismo recorrem, muitas vezes, aos seguintes argumentos: os animais (não-humanos) são uma espécie diferente; os outros animais sempre foram tratados assim, não irá ser mudado agora; a raça humana é superior, uma espécie de eleição com poder de domínio sobre a terra e sobre quem nela habita.

A nossa capacidade de raciocinar também é muitas vezes utilizada como argumento para denegrir as outras espécies. Ao considerar este argumento não estamos a considerar as crianças pequenas cuja capacidade de raciocínio é limada ou até mesmo os adultos que, devido a uma doença ou até a algum acidente, ficaram com as suas capacidades de raciocínio limitadas. Será que esta limitação intelectual nos dá direito a explorar, abusar e explorar os outros humanos sem a sua permissão?

Cientistas colocaram porcos em frente a uma tela com um cursor que poderia ser movimentado com seus focinhos. A tela mostrava imagens geométricas simples e, ao toque do focinho do porco, a imagem mudava. Os resultados mostraram que os porcos têm a plena consciência e habilidade para não ficar olhando para uma imagem repetida. Eles sabiam quais já tinham visto e queriam ver mais, aprender mais. Cada espécie tem uma capacidade de raciocínio próprio, precisamos respeitar essas diferenças.

O especismo deve ser abolido pela capacidade que cada indivíduo tem de sentir, sofrer, desfrutar emoções e de sentir necessidades próprias. Todos os animais devem ser respeitados, pois todo têm a capacidade de sofrer e de se sentirem afetados pelos atos que são feitos contra eles.

Ao renunciar o especismo estamos também a defender a igualdade entre todos os animais humanos e não-humanos. Não são raras as pessoas que se opõem fortemente à matança de cães e gatos para consumo, mas aceitam facilmente e incluem nos seus menus porcos, vacas e galinhas. Esta diferenciação prejudica fortemente todos os animais.

Quando renunciamos ao especismo defendemos a igualdade e respeito por todos os que têm a capacidade de sofrer ou de desfrutar emoções. O especismo é uma outra forma de olhar para a situação animal a partir de uma ética que leva em conta que animais são seres sencientes, que sentem dor, fome e alegria.

 

Texto adaptado de:  http://sociedadevegan.com/discriminacao-animais-especismo/

https://mega-planeta.blogspot.com.br/2015/03/os-5-animais-mais-inteligentes-do-mundo.html

 

Fiquem atentos, todo dia 1º e 15 do mês, será publicado um novo texto.

 

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 01/03/2018 ás 15:23h

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Essa declaraçãoabaixo,  foi adotada em Londres pela Liga Internacional dos Direitos dos Animais (hoje: Fondation Droit Animal, Ethique et Sciences), em setembro de 1978, e proclamada em Paris, em 15 de outubro de 1978 pela Liga em uma reunião que foi realizada em um edifício da UNESCO. Pretendemos discutir, cada um desses artigos nos próximos textos desta coluna Eco & PetFiquem atentos, todo dia 1º e 15 do mês, será publicado um novo texto. 

Preâmbulo: Considerando que todo o animal possui direitos; Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza; Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo; Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros; Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante; Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais, Proclama-se o seguinte: 

ARTIGO 1: Todos os animais nascem iguais diante da vida, e têm o mesmo direito à existência.  

ARTIGO 2: a) Cada animal tem direito ao respeito. b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais, ou explorá-los, violando esse direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência a serviço dos outros animais. c) Cada animal tem direito à consideração, à cura e à proteção do homem. 

ARTIGO 3: a) Nenhum animal será submetido a maustratos e a atos cruéis. b)   Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor ou angústia.  

ARTIGO 4: a) Cada animal que pertence a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, aéreo e aquático, e tem o direito de reproduzir-se. b)A privação da liberdade, ainda que para fins educativos, é contrária a este direito. ARTIGO 5: a) Cada animal pertencente a uma espécie, que vive habitualmente no ambiente do homem, tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade que são próprias de sua espécie. b) Toda a modificação imposta pelo homem para fins mercantis é contrária a esse direito.  

ARTIGO 6: a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma duração de vida conforme sua longevidade natural b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.  

ARTIGO 7: Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade do trabalho, e a uma alimentação adequada e ao repouso.  

ARTIGO 8: a) A experimentação animal, que implica em sofrimento físico, é incompatível com os direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra. b) As técnicas substutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas  

ARTIGO 9: Nenhum animal deve ser criado para servir de alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e abatido, sem que para ele tenha ansiedade ou dor.  

ARTIGO 10: Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.  

ARTIGO 11: O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um biocídio, ou seja, um crime contra a vida.  

ARTIGO 12: a) Cada ato que leve à morte um grande número de animais selvagens é um genocídeo, ou seja, um delito contra a espécie. b) O aniquilamento e a destruição do meio ambiente natural levam ao genocídio.  

ARTIGO 13: a) O animal morto deve ser tratado com respeito. b) As cenas de violência de que os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos dos animais.  

ARTIGO 14: a) As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ser representadas a nível de governo. b) Os direitos dos animais devem ser defendidos por leis, como os direitos dos homens.

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 28/12/2017 ás 15:23h

Gigolô de bichos – 2ª parte

Como já dissemos, quem compra estimula uma cruel atividade: a fábrica de bichinhos. Pessoas inescrupulosas colocam fêmeas para cruzar na intenção de vender seus filhotes. Geralmente, o bem-estar do animal fica em último lugar. Esses gigolôs de bichos geralmente descartam nas ruas as fêmeas quando elas saem do período reprodutivo, além disso pouco se importam com o destino dos seus filhotes: pagou, levou.

Vários protetores, inclusive eu, já resgataram fêmeas – das mais variadas raças, perambulando desnorteadas pelas ruas em busca de água, alimento e abrigo. São animais que passaram a vida toda confinadas sendo utilizadas como máquinas de reprodução e que no momento que não entram mais no cio são abandonadas nas ruas.

A Lei municipal 707/2014[1], dispõe sobre a criação e a venda no varejo de cães e gatos por estabelecimentos comerciais em nossa cidade estabelece várias diretrizes para o animal e para quem compra. Segundo esta Lei os animais precisam ter no mínimo 60 dias de vida, estarem vermífugados e vacinados.

A referida Lei determina somente canis legalizados podem comercializar filhotes de cães e gatos e proíbe que pessoas físicas ou estabelecimentos ilegais exerçam esse tipo de comércio na cidade.

Conforme a Lei 707, sancionada em junho/2014, os anúncios de venda de cães e gatos só podem afixados em estabelecimentos comerciais (clinicas veterinárias, pet shops ou casas de ração) ou divulgados em jornais e revistas (impressas ou on line) se constar nome, CNPJ, endereço e telefone do canil.

Em outubro/2014, começou a vigorar em todo o território nacional uma resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária que estabelece a proibição da venda e exploração de animais em vitrines e gaiolas. As resoluções foram publicadas no Diário Oficial da União.

Se as Leis, já aprovadas e em vigor, fossem respeitadas e cumpridas, muita coisa mudaria em nossa cidade. Infelizmente não há fiscalização e o vale tudo predomina em Teixeira de Freitas e a cidade é destaque nacional em maus tratos a animais de pequeno e grande porte. Lamentável!!!

 

 

[1] Proposta pelo vereador Edinaldo Resende

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 21/11/2017 ás 15:23h

Gigolô de bichos – 1ª parte

“Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa é a proposta de um ser humano integral” (Presidente Abraham Lincoln)

Já dissemos aqui e sempre iremos repetir que, infelizmente, nenhum dos prefeitos eleitos, desde a emancipação da cidade (1985), teve a preocupação de implantar políticas públicas em prol dos animais. Isso colaborou para a multiplicação de animais, cães e gatos, em situação de abandono e maus-tratos.

Eunápolis, cidade vizinha, que se assemelha com nossa cidade pelo tamanho e histórico, possui um grande centro de zoonoses que comemora o seu 16º aniversário neste mês. O referido centro já realiza vacinação e castração de animais de pequeno porte. Urge que o prefeito de Teixeira de Freitas, Temóteo Brito,  cumpra com sua palavra, dada antes e após as eleições, e implante políticas públicas em prol dos animais em nossa cidade

Enquanto isso não acontece, algumas pequenas ações cidadãs podem colaborar para minimizar o problema, uma delas é a ADOÇÃO. Adotar ao invés de comprar é muito importante, por dois fatores: primeiramente, você dá uma nova chance para um animal que está em situação de abandono e, em segundo lugar, você evita que outros sejam abandonados.

Quem compra estimula uma cruel atividade: a fábrica de bichinhos. Pessoas inescrupulosas colocam fêmeas para cruzar na intenção de vender seus filhotes. Geralmente, o bem-estar do animal fica em último lugar. Esses gigolôs de bichos geralmente descartam nas ruas as fêmeas quando elas saem do período reprodutivo, além disso, pouco se importam com o destino dos seus filhotes: pagou, levou.

Vários protetores, inclusive eu, já resgataram fêmeas – das mais variadas raças, perambulando desnorteadas pelas ruas em busca de água, alimento e abrigo. São animais que passaram a vida toda confinadas sendo utilizadas como máquinas de reprodução e que no momento que não entram mais no cio são colocadas nas ruas. Essas matrizes geralmente morrem rápido, são atropeladas ou morrem de fome e doenças.      Quem compra alimenta essa crueldade e estimula que esse comércio continue. Quem ama, adota!!!

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 20/10/2017 ás 15:23h

Vaquejada: tortura e covardia

Inicialmente, vamos discutir o que é cultura e o que é cultural. O homem vive e sobrevive em interação com a natureza, seja pela busca da sobrevivência ou na transformação do meio em que vive. Nesse processo, adquirimos conhecimentos que repassamos para as futuras gerações, esse processo é denominado cultural. Todos os elementos linguísticos, morais, religiosos, políticos, econômicos e jurídicos de uma comunidade, entre outros, têm sua origem no processo cultural. Portanto, o homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado.

Porém, os hábitos e ações consideradas culturais não são estáticas, elas mudam com o tempo. O que é cultural hoje, passa a não ser aceito com a evolução social humana. Por exemplo, ensinar crianças por meio de castigos físicos já foi considerado cultural. Era cultural torturas crianças pequenas com palmatórias ou colocá-las de joelhos sobre milho sob o sol quente.

Assim como torturar crianças nas escolas não é mais aceitável, torturar animais em prol de uma sádica diversão também não é mais bem visto e aceito pela sociedade. Animais em circo, não são mais bem vistos e até o confinamento em zoológicos está sendo questionado e abolido. A sociedade, de modo geral, está mais sensível à dor e sofrimento impostos aos animais.

A nossa Constituição foi modificada por uma emenda constitucional, a PEC 96/2017 diz práticas desportivas que utilizem animais não são consideradas cruéis, desde que sejam manifestações culturais.       A vaquejada é uma prática fundada no Nordeste, consiste na tentativa de uma dupla de vaqueiros derrubar um touro puxando-o pelo rabo, dentro de uma área demarcada. A atividade remonta a uma necessidade antiga de fazendeiros da região para reunir o gado, já que os campos não eram cercados.
A técnica de derrubar o boi justificava-se para impedir que o gado fugisse, mas, atualmente, é explorada como espetáculo.

Antes de serem lançados à pista, os touros são enclausurados e açoitados, instigados a correr após a abertura do portão. Em alguns casos, os animais chegam a ter suas caudas arrancadas após a vaquejada, pois para derrubar o boi, o vaqueiro deve puxá-lo com energia pela cauda, após torcê-la com a mão para maior firmeza.

A Emenda Constitucional 96/2017 afirma que práticas desportivas que utilizem animais não são consideradas cruéis, desde que sejam manifestações culturais. Porém, práticas culturais e desportivas também são tuteladas pela Constituição, não se pode dissociar a proteção da fauna, particularmente contra tratamento cruel, mesmo que em nome de manifestações culturais. A vaquejada é incompatível com os preceitos constitucionais que obrigam a República a preservar a fauna, a assegurar ambiente equilibrado e, sobretudo, a evitar desnecessário tratamento cruel e agressões sádicas de animais.

Consideremos um GRANDE retrocesso a volta da vaquejada no município de Teixeira de Freitas como atração na 35ª Exposição de Teixeira de Freitas. A exposição poderia atrair o público com espetáculos que estimulassem a promoção do bem-estar dos animais e não o contrário. Fica aqui nosso protesto.

 

 

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 01/10/2017 ás 15:23h

Fábrica de bichinhos

Recentemente,  29 de setembro/2017,  a ativista Luisa Mell efetuou o resgate de 135 cães em um canil certificado na cidade de Osasco (SP). Os animais viviam em situação de permanente tortura, sendo espancados e vivendo em meio de fezes e urinas. Além de visar apenas o lucro através da venda de filhotes, os proprietários eram extremamente cruéis, vídeos comprovam que os animais eram espancados rotineiramente. Uma pequena fêmea Yorkshire estava cega e com a mandíbula quebrada e ainda assim era colocada para reproduzir.

Quem compra animais de estimação alimenta uma fábrica extremamente cruel. No nosso texto anterior – Cão de raça ou gente de raça??? – apresentamos dados que comprovam que o cão mestiço é mais saudável e inteligente que os de “raça”, aqueles cães obtidos através de intensos cruzamentos genéticos.

Cada filhote bonitinho, cheiroso e limpinho foi produzido através da exploração de uma matriz que quando sair da idade reprodutiva será descartada nas ruas como lixo. Protetores da Ong Nossa Arca já resgataram algumas fêmeas  – de raça – que eram usadas como matriz. Eu mesma tenho uma labradora pura, linda, que estava totalmente desnorteada nas ruas, buscando lixo para se alimentar. Os dentes dela estão podres, sinal da péssima alimentação que recebia. Alguém explorou a linda Pantera (nome que demos após o resgate) por anos a fio e quando ela saiu da idade reprodutiva, simplesmente abriu os portões e a enxotou…

Quando doamos um filhote, visitamos a casa do adotante. O adotante assina um Termo de Compromisso que o compromete a vacinar, dar ração de qualidade, não doar a terceiros etc. Fêmeas adultas só são doadas depois de castradas. Qual o critério que um Pet Shop usa para escolher um dono? O critério é ter dinheiro. Tem? Então leva. E assim que esses criminosos que possuem esses canis vão enriquecendo.

Como mudamos essa realidade? Arrombando os cruéis canis? Nem sempre isso é possível, por isso não alimente essas fábricas de bichinhos. Não compre. Não compre. Não compre. NÃO COMPRE. Quem AMA, adota!!!

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 09/09/2017 ás 15:23h

Cão de raça ou gente de raça???

Labrador, Rottweiler,  Pincher, Doberman, Poodle, Boxer etc. Todos nós conhecemos essas raças de cães, muito comuns em todas as partes do mundo. Porém, não foi sempre assim. As “raças” de cães foram criadas a partir da interferência dos humanos e, sem essa intervenção, eles seriam todos mestiços.

No texto da nossa coluna passada lembramos que  os cães foram domesticados por volta de 10.000 a.C. O longo processo de domesticação fez com que  o  cão  perdesse suas características selvagens. Através da manipulação genética foram criadas raças e tipos para cada finalidade. Características almejadas foram obtidas através de cruzamentos.

As pessoas identificavam características específicas em uma família de cães, e, desejando mantê-las, cruzavam indivíduos da mesma família, foi assim que as “raças” se desenvolveram até o estágio que conhecemos hoje. O cruzamento entre animais com características semelhantes acentua as qualidades desejadas, mas, também, favorece ao aparecimento de doenças genéticas. Em humanos, isso acontece quando há casamento entre parentes, como primos, por exemplo…

O cruzamento de indivíduos da mesma família, com alta taxa de consanguinidade, causa diversas alterações genéticas que podem prejudicar bastante a vida do animal de raça. Estudos veterinários  informam que cada raça carrega problemas em potencial, característicos da sua linhagem. Por exemplo:  raças pequenas, como pincher e poodle, têm tendência a ter crises epiléticas, além de má-formação da dentição. Já cães como o pastor alemão e o rotweiller têm grande probabilidade de desenvolver displasia coxofemoral (encaixe falho entre a fêmur e a bacia). O boxer costuma desenvolver câncer, enquanto o shar-pei é vítima de problemas nos rins e no fígado.

Sintetizando: o melhor cão é sempre o MESTIÇO, aqueles chamados – preconceituosamente – de vira-latas. As pessoas pagam um alto preço para exibir um animal “de raça”, acreditando que eles são melhores que os mestiços. Grande engano. Estudos científicos apontam que os cães mestiços são MUITO mais inteligentes que os cães obtidos através de cruzamentos genéticos.

Um estudo realizado na Universidade de Aberdeen e de Napier, na Escócia, apontou  que cachorros vira-latas são mais inteligentes do que os cães de raça com pedigree. De acordo com os cientistas, os vira-latas apresentam melhor noção de espaço e resolvem problemas com mais facilidade do que os cachorros com pedigree. O estudo indica ainda que dos dez cachorros que apresentaram melhor desempenho nos testes, sete eram vira-latas.

“Ser um cachorro de raça pura não melhora a inteligência”, diz David Smith, que liderou o estudo. “O risco de ter problemas médicos também diminui para os vira-latas”, afirma.. Segundo Smith, os resultados demonstram que a polícia deveria treinar cães vira-latas e não confiar apenas nos pastores alemães de raça pura.

Mesmo sendo os mais inteligentes e saudáveis, os cães mestiços geralmente não são os preferidos. As pessoas preferem comprar um animal, alimentando uma cruel indústria – a fábrica de bichinhos. Como protetora, observo  com muita tristeza como o preconceito das pessoas impacta diretamente no problema de maus-tratos e abandono. Quando temos cães “de raça” rapidamente eles são adotados, enquanto os mestiços sofrem nos abrigos aguardando um “dono de raça”.

Além disso, os cães mestiços de pelagem clara são preferidos em relação aos cães mestiços de pelagem escura. Cães pretinhos dificilmente são adotados e, normalmente, são eles os mais resistentes. O preconceito emburrece as pessoas e superlotam os canis com os melhores cães: os mestiços, nossos adoráveis vira-latas!!!

 

Raças e possíveis doenças genéticas

  • Poodle: propensa a desenvolver doenças endócrinas, tumores de mama, hidrocefalia, epilepsia, entre outras.
  • Cocker americano: catarata, glaucoma, problemas nos rins, displasia coxofemoral, entre outras.
  • Rotweiller: displasia coxofemoral, parvovirose e problemas no aparelho gastroentérico, entre outras.
  • Labrador: displasia coxofemoral, catarata, criptorquidia, entre outros.
  • Schnauzer: hipotireoidismo, catarata, criptoquirdismo, glaucoma, entre outros.
  • Buldogue inglês: cardiopatias, sensibilidade ao calor, monorquidia, criptorquidia, displasia coxofemoral, entre outros.
  • Dachshund: artrite, hérnia de disco, cálculos renais, otites entre outros.
  • Pastor-alemão: epilepsia, displasia coxofemoral, ataxia, entre outros.
  • Yorkshire: hidrocefalia, problemas nos rins, catarata, atrofia da retina, câncer de testículo, entre outros.

Fonte:

http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2014/01/04/noticias-saude,193187/formacao-de-racas-trouxe-consequencias-negativas-para-caes.shtml

http://www.correiodoestado.com.br/ciencia-e-saude/vira-latas-sao-mais-inteligentes-e-saudaveis-que-os-caes-de-raca/246212/

https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2008/01/28/vira-latas-sao-mais-inteligentes-que-caes-com-pedigree.htm

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 26/08/2017 ás 15:23h

 O homem deve ser o melhor amigo do cão.

Há milhares de anos o homem observou que o cão selvagem poderia ser um bom companheiro. Evidências arqueológicas sugerem que os cães foram domesticados por volta de 10.000 a.C. Após domesticado, o  cão  perdeu suas características selvagens e se tornou um companheiro para o ser humano, passando a ajudá-lo na busca pelo alimento, além de proteger o seu lar e família.

Através da manipulação genética, foram criadas raças e tipos para cada finalidade: cães de companhia; cães para guarda; cães para exposição; cães para caça etc. O problema é que os cães, após a domesticação, ficaram totalmente dependentes e começaram a se multiplicar de forma desordenada.

Hoje, a superpopulação de animais abandonados é um problema em quase todas as cidades brasileiras. Donos irresponsáveis descartam, como se fossem objetos, os animais nas ruas. Se o animal adoece, envelhece ou cria algum tipo de incômodo, seu destino é o abandono. Ficam pelas ruas passando sede, fome, contraindo doenças e sendo atropelados pelos motoristas apressados.

Mas, felizmente, assim como existem pessoas irresponsáveis, também temos muitas pessoas sensíveis e conscientes da responsabilidade que temos com o cão e com outros animais.

Não tenha preconceito; não existe cão de rua, mas, sim, cão na rua, em situação de abandono. Quando se deparar com um animal abandonado, ajude-o: dê água e comida. Quem sabe você pode até dar uma nova chance de vida para ele, adotando-o. Adote um cãozinho que foi abandonado e ganhe um novo e especial amigo. Afinal, é bom lembrar que amigo não se compra, quem ama,cuida, quem ama… adota!!!

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 02/08/2017 ás 15:23h

 02 de agosto: O Dia da Sobrecarga da Terra

A cinco meses de terminar 2017, a humanidade já terá extrapolado o limite da Terra, pois a demanda de consumo continua maior do que a capacidade de regeneração do planeta neste ano. No dia 2 de agosto, a Terra entrará no “cheque especial”. O Dia da Sobrecarga da Terra (Overshoot Day – www.overshootday.org) representa o momento em que a demanda da humanidade por recursos da natureza ultrapassa a capacidade do planeta de se regenerar durante um ano.

Isso acontece, por exemplo, porque emitimos mais dióxido de carbono na atmosfera (em diversas atividades humanas como a queima de carvão, de gasolina e de outros combustíveis fósseis) do que nossos oceanos e nossas florestas conseguem absorver. A pesca acontece em uma velocidade que ameaça de extinção diversas espécies marinhas, assim como a agropecuária, em muitos casos, leva a esgotar o solo e a água.

O cálculo do Dia da Sobrecarga da Terra é feito pela Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa internacional, que calcula a chamada “pegada ecológica” para medir os impactos do consumo humano sobre os recursos naturais. É uma forma de traduzir, em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para se sustentar.

O Brasil está em situação rara e vantajosa, graças às suas vastas áreas florestais. Entretanto, a pegada ecológica total do país aumentou 249% desde 2012, segundo a GFN.

O cumprimento do Acordo de Paris, aprovado em 2015 por 195 países, é essencial para evitar esse desgaste planetário, que reflete negativamente em nossas vidas. Mas, além de cobrar que os governos alcancem as metas de emissões, cada pessoa pode colaborar para diminuir o seu impacto negativo no meio ambiente.

Que tal começar a sua contribuição com algumas atitudes dentro de casa?

 

NA COZINHA

– Antes das compras no mercado, prepare uma lista, verifique o que você já tem em casa e compre somente o necessário.
– Organize, sempre que possível, a geladeira e a despensa, de forma que os alimentos e mantimentos fiquem visíveis. Coloque na frente ou em cima os mais antigos e atrás ou embaixo os mais recentes.

– Utilize os alimentos integralmente: ou seja, inclua sementes, talos, folhas e cascas nas receitas.
– Use os alimentos “feiozinhos” – frutas, legumes e verduras um pouco machucados ou com formato diferente do usual são tão nutritivos quanto os demais.
– Dê preferência a frutas, verduras e legumes da época.

– Reduza o consumo de carnes vermelhas, nem que seja por um dia na semana. Todo o processo de produção de carne emite muitos gases de efeito estufa (GEE). A abertura de áreas para pasto é um dos motivos para desmatamento e a destruição das matas nativas é uma das maiores fontes de emissão de GEE no Brasil. Além disso, o gado emite gás metano, um GEE produzido na sua digestão, que tem forte participação nas emissões brasileiras.

– Evite abrir a porta da geladeira à toa, na hora de colocar ou retirar os alimentos, faça tudo de uma só vez. E não guarde alimentos e recipientes quentes na geladeira, pois isso aumenta o consumo de energia.
-Ao comprar um eletrodoméstico, procure o selo Procel ou etiqueta do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que indicam os mais econômicos.

NA SALA E NO QUARTO
– Substitua as lâmpadas incandescentes e fluorescentes por lâmpadas de LED. Uma LED dura em média 16 anos, 5 vezes mais que uma lâmpada fluorescente compacta.
– Não deixe a TV ligada à toa.

– Ao sair de um ambiente, não se esqueça de apagar a luz.

– Aproveite a luz natural do dia. Para clarear a casa, abra as janelas e aproveite a luz do dia o máximo que puder.
– Desligue o computador quando ele não estiver em uso. A recomendação é desligar o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilização. O monitor deve ser desligado a partir de 15 minutos sem utilizar.

QUARTO
– Administre bem o seu guarda-roupa: organize-o bem para saber quais peças você tem. Se ficarem entulhadas e “escondidas”, acabam por não ser usadas. Analise as peças com frequência, selecionando aquelas que você não quer mais – troque, doe ou venda!

NO BANHEIRO
– Desligue o chuveiro enquanto se ensaboa ou lava os cabelos

ÁREA DE SERVIÇO
-Acumule o máximo de peças possível para usar a máquina de lavar. Isso ajuda a economizar energia e água.
-Se possível, pendure em cabides as camisetas, camisas e blusas penduradas para que elas sequem e desamassem naturalmente.
-Para passar roupas, junte também o máximo de peças para passar de uma só vez.

NA GARAGEM
– Sempre que possível, evite o uso do transporte privado individual. Prefira o transporte público, a bicicleta ou uma caminhada, pelo menos em alguns trechos; se precisar mesmo pegar o carro, procure coordenar caminhos para dar ou pegar carona e otimizar o uso do veículo.

A mudança de comportamento da sua família pode parecer pouco significativa diante do tamanho do problema, mas é importante que você perceba que, além de fazer diferença, ela será um exemplo influenciador para o resto da comunidade. Para a situação mudar, é preciso que as pessoas estejam envolvidas. Converse com seus familiares, vizinhos e conhecidos, para que eles se mobilizem também, de forma que possamos reduzir a sobrecarga da Terra.

 

Para calcular sua Pegada Ecológica pessoal e saber como pode reduzi-la, visite: http://www.pegadaecologica.org.br
Vídeo (em inglês) que explica o que é pegada ecológica (https://www.youtube.com/watch?v=6g49bL9f7mU)

Fonte: Este texto é uma síntese da matéria Dia da Sobrecarga da Terra: o que você pode fazer para o planeta sair do “cheque especial”

Dia da Sobrecarga da Terra: o que você pode fazer para o planeta sair do “cheque especial”

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP




Publicado em 22/06/2017 ás 15:23h

Políticas públicas: para gente e para bicho

“Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa é a proposta de um ser humano integral” (Presidente Abraham Lincoln)

A poucos dias atrás, foram entregues 1.000 (mil) casas do Residencial Santos Guimarães (Teixeira de Freitas/BA). O evento contou com a presença de várias autoridades do Estado, dentre elas, o prefeito de Teixeira de Freitas, Temóteo Alves de Brito, o senador Otto Alencar e o vice-governador da Bahia, João Leão.   Mil famílias foram beneficiadas e temos muito a comemorar…

Alguns protetores que fazem parte da ONG Nossa Arca, organização de proteção animal da cidade, chamaram a minha atenção com algumas observações sobre uma triste e inesperada consequência do novo residencial inaugurado. O número de animais em situação de abandono na cidade aumentou. Muitas pessoas mudaram para a nova casa, mas, deixaram para trás o seu bichinho de estimação.

Conversei com algumas pessoas que se mudaram e constatei que, infelizmente, a nossa suspeita tem razão. Segundo uma moradora, o seu cãozinho foi deixado no bairro onde ela morava anteriormente, pois a nova casa ainda não tem muros. Ela disse ainda que muitos cães perambulam pelo seu antigo bairro famintos e desnorteados.

Sempre digo que só não existe solução para a morte e a má vontade. Com boa vontade e amor, a falta de muro seria solucionada com outras alternativas: como uma corrente fixada em um fio para correr ou algo do gênero. Em último caso, poderiam apelar para lar temporário com parentes e amigos.

É muito triste quando um fato novo e bom traz consequências danosas. Além de condenarem centenas de animais a dor, fome e maus-tratos nas ruas, isso contribui para aumentar o perigo das zoonoses na cidade.

Eunápolis, cidade vizinha, que se assemelha com nossa cidade pelo tamanho e histórico, possui um grande centro de zoonoses, que comemora o seu 16º aniversário neste mês. O referido centro já realiza vacinação e castração de animais de pequeno porte. Urge que o prefeito de Teixeira de Freitas cumpra com sua palavra, dada antes e após as eleições, e implante políticas públicas em prol dos animais em nossa cidade.

 

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP