editorial destaques

O QUE ESTÁ EM FOCO

economia sustentabilidade comunidade política saúde educação esportes polícia

COLUNAS

além da porteira curtas e picantes eco e pet vidas em foco

CORRUPÇÃO

Publicado em 14 de dezembro de 2017 às 18:40h

Ex-secretários do Sul da Bahia são condenados por fraude em licitações que desviou R$ 20 milhões da prefeitura

por Katia Armini

Dois ex-secretários de Desenvolvimento Social de Ilhéus, cidade no sul da Bahia, foram condenados pela Justiça a cumprir nove anos de prisão em regime fechado, por crimes de fraudes em licitações. Além deles, outros seis envolvidos foram condenados a pedido do Ministério Público Estadual (MP-BA), na quarta-feira (13). O pedido de prisão ainda não foi cumprido.

Além deles, também foram condenados o empresário Enoch Andrade Silva e mais cinco pessoas envolvidas na associação criminosa denunciada à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e pela 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus.

Enoch deve cumprir 11 anos e 11 meses de pena de reclusão. O MP não divulgou a pena dos outros cinco envolvidos.

O advogado de Ocké informou que vai recorrer da decisão judicial. O G1tentou contato com a defesa dos outros acusados, mas não conseguiu.

Operação

Vereador Jamil Ocké, de Ilhéus, é suspeito de envolvimento em fraude em licitações (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)Vereador Jamil Ocké, de Ilhéus, é suspeito de envolvimento em fraude em licitações (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)

Vereador Jamil Ocké, de Ilhéus, é suspeito de envolvimento em fraude em licitações (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)

Ocké e Brandão foram presos durante a operação do MP, batizada de Citrus, em março. Eles tiveram a prisão preventiva decretada por suspeita de envolvimento no esquema. Os dois e outros sete são investigados pelas fraudes em licitações de compra de materiais de escritório e alimentos para a prefeitura de Ilhéus, entre 2009 e 2016.

Por conta das fraudes, escolas municipais receberam, no ano passado, carnes vencidas desde 2014 que seriam utilizadas para merenda escolar. O alimento, no entanto, não chegou a ser distribuído para as crianças porque o Ministério Público da Bahia (MP-BA) descobriu a irregularidade.

Enquanto o grupo fraudava licitações e superfaturava contratos municipais, escolas de Ilhéus permaneciam com problemas de infraestrutura e alunos sem alimentação.

Na época, a prefeitura de Ilhéus informou, em nota, que a operação do MP não tem relação com a atual administração. De acordo com a gestão do município, os mandados de busca e apreensão são referentes ao período de gestões anteriores, entre 2009 e 2016.

A Câmara dos Vereadores também emitiu uma nota e informou que colaborou com a operação prestando todas as informações necessárias. De acordo com o MP-BA, a investigação começou em 2015, mas o grupo já atuava desde 2009.

(G1)

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP


Colunas

Além da porteira
Confira todas as informações sobre o Agronegócio e Economia Local, oportunidades e curiosidades e muito mais.
Curtas e picantes
Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
Eco & Pet
Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.