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Copa do Mundo

Publicado em 15 de julho de 2018 às 09:20h

França e Croácia disputam o título de melhor do mundo hoje às 12h

por Katia Armini

(G1) – Finalistas da Copa do Mundo, França e Croácia entram em campo neste domingo (15), às 12h, em um duelo que é a cara da diversidade histórica da Europa. De um lado, a equipe francesa mistura jogadores de origens étnicas diversas. Já os croatas, que só conseguiram a independência há 26 anos, apresentam um time homogêneo: todos de origem eslava.

A história explica. A França colonizou regiões da África e do Oriente Médio, principalmente entre o século XIX e a primeira metade do século XX. Além disso, os franceses detêm, até hoje, territórios ultramarinos em outros continentes. A Guiana Francesa, que faz fronteira com o Brasil, é uma delas.

Assim, com a independência das ex-colônias e de outros territórios antes pertencentes à França, o país europeu viveu um fluxo imigratório no último século. O território francês recebeu imigrantes principalmente do norte da África (Marrocos, Tunísia e Argélia) e da África Subsaariana (países como Camarões e Senegal).

Os motivos variam. Há os casos de imigração econômica e os casos de pedido de asilo político ou reagrupamento familiar. Afinal, a França, uma das maiores economias do mundo, ofereceria, em tese, maiores oportunidades aos habitantes dos países mais pobres.

Como esse fluxo começou há décadas, os imigrantes de outrora deram origem a novos franceses. Eles nasceram no território da França e, portanto, têm nacionalidade local.

Por vezes, essa geração de franceses filhos de imigrantes têm pais de origens diferentes. É o caso do astro Kylian Mbappé. Ele nasceu em Paris, enquanto a mãe tem origem argelina, e o pai nasceu em Camarões.

Há ainda dois casos de naturalização: Samuel Umtiti, camaronês, e Steve Mandanda, congolês, migararam para a França ainda crianças.

Croácia: uma reunião de expatriados

A composição do time croata mostra um caminho invertido. Se a França agrega jogadores de origens étnicas de outras regiões do mundo, a Croácia junta atletas da mesma etnia que se espalharam pela Europa ao longo da história.

Caso de Mateo Kovacic e Ivan Raktic, nascidos na Áustria e na Suíça, respectivamente. Há também outros atletas, como Dejan Lovren e Vedran Corluka, que nasceram na Bósnia-Herzegovina.

A diferença é que todos têm família de origem étnica croata. Enquanto a França recebe imigrantes de ex-colônias ou de outros países mais pobres da Europa, a Croácia viveu um êxodo ao longo da história justamente por causa das duas Guerras Mundiais e da Guerra de Independência dos anos 1990.

Devido à guerra, o capitão da Croácia, Luka Modric, chegou a ser um refugiado dentro de seu próprio país. Após o ataque sérvio a Zadar, cidade natal do atleta, a família do jogador fugiu para um hotel abandonado na região.

Há, inclusive, croatas que emigraram para a França tanto pelas guerras como pela economia. O governo da Croácia estima que haja cerca de 40 mil croatas e descendentes vivendo em terras francesas.

Isso não significa, porém, que não haja imigração para a Croácia. O fluxo migratório da Guerra da Síria levou o país, hoje parte da União Europeia, a receber refugiados nos últimos anos. O território croata está na rota dos requerentes de asilo que chegam pelo Mar Mediterrâneo.

Copa de Indicadores

A comparação de indicadores mostra como França e Croácia estão em patamares diferentes de desenvolvimento humano na Europa. Ainda assim, mesmo com a Crise de 2008, a Croácia tem conseguido se recuperar pouco a pouco. Para este ano, o governo local espera crescimento do PIB em 2,6%.

Croácia vem, inclusive, aumentando a integração com potências do Ocidente, em um distanciamento histórico da antiga Iugoslávia. Desde 2013, os croatas integram a União Europeia. Quatro anos antes, o país passou a fazer parte também da Otan.

Na comparação índice a índice com os franceses, os croatas ainda apresentam números piores. A renda per capita anual da Croácia, na comparação pela paridade do poder de compra, é quase metade do analisado no país rival.

França, no entanto, apresenta índice de homicídios ligeiramente mais alto do que o observado na Croácia. Em relação aos números de alfabetização, estima-se que 99,3% dos croatas saibam ler: um empate técnico com os dados franceses reunidos pela ONU.

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Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.