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Extremo Sul

Publicado em 19 de abril de 2019 às 09:09h

Melancia com sementes comestíveis cultivada em Teixeira se destaca no mercado

por Redação

Melancia pingo doce ao lado de uma tradicional — Foto: Reprodução/TV Bahia

Uma espécie de melancia que tem menos semente, é menor e possui a casca mais escura vem crescendo no mercado do extremo sul da Bahia. Além dessas características, a melancia ‘pingo doce possui’ sementes comestíveis.

No país, apenas 20 produtores plantam esse tipo de melancia, que foi desenvolvida em 2016, na Espanha. Na Bahia, apenas um: o agricultor Pedro Orita, da cidade de Teixeira de Freitas.

Para ele, a espécie de melancia possui maior valor agregado e, desta forma, ele espera alavancar as vendas.

A gente está no projeto, logicamente, no intuito de ter mais qualidade no mercado e um preço agregado melhor. O preço dela não varia. Até o momento é um preço fixo. Estabelecido o preço, então não tem variação”, afirmou Orita.

A produção da espécie é mais trabalhosa, por ser uma planta triploide, que só tem fêmeas. Por isso, precisa ser plantada junto com outras variedades, para fazer o cruzamento, enquanto as abelhas se carregam da polinização.

O resultado do trabalho é uma fruta com casca escura e menor, pesando entre 6 kg a 8 kg, e com menos sementes, que são comestíveis. Isso faz com que a fruta demore a estragar. Além disso, o sabor da melancia é bem doce.

A produção chega a 60 toneladas por hectare, e a safra vai de janeiro a março. Da produção de Orita, a fruta vai para o mercado interno e para as regiões sudoeste, sul e centro-oeste do país. Na Bahia, a espécie é encontrada nas cidades do extremo sul, onde é vendida por cerca de R$ 15.

[A espécie] está se direcionado para as grandes capitais, para os mercados grandes, Ceasa também. A gente vê que o consumo está cada dia melhorando”, afirmou o agricultor.

Condições climáticas

De acordo com a Associação de Produtores de Melancia do Extremo Sul, o clima da região favorece o cultivo do fruto.

Melancia pingo doce vem se destacando no mercado do extremo-sul da Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia
Melancia pingo doce vem se destacando no mercado do extremo sul da Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Nosso clima é diferenciado, é propício para o cultivo da melancia, além da alta tecnologia utilizada pelo produtor”, afirmou Elissandra Teobaldo, produtor da região.

É um produto que está vindo para o mercado para fazer diferença. Como é um produto diferenciado, ele veio para agregar valor para todos, não só para o consumidor, mas também para o produtor. O produtor também precisa de um produto que traga estabilidade“, completou.

Teixeira de Freitas está entre os cinco maiores produtores de melancia do país. Concentra 600, dos 300 mil hectares do extremo sul, onde são colhidas em média 150 milhões de toneladas da fruta por safra. A cidade é a primeira do estado em produtividade, uma média de 60 toneladas por hectare.

O extremo sul conta, aproximadamente, com 60 produtores de melancia. As principais variedades são Manchester e Melancia 21.

Fonte: G1 Bahia

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Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.