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Justiça

Publicado em 6 de dezembro de 2017 às 09:42h

No 1º dia do júri Kátia Vargas fica de cabeça baixa e chora várias vezes

por Foco no Poder
Julgamento de Kátia Vargas começou nesta terça-feira (5), no fórum Ruy Barbosa, em Salvador (Foto: Danutta Rodrigues/ G1)
Julgamento de Kátia Vargas começou nesta terça-feira (5), no fórum Ruy Barbosa, em Salvador (Foto: Danutta Rodrigues/ G1)

A médica Kátia Vargas, que começou a ser julgada nesta terça-feira (5), em júri popular, pela morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle, ocorrida em 2013, em Salvador, permaneceu boa parte do tempo em que esteve no tribunal do júri de cabeça baixa, visivelmente abatida e emocionada.

A juíza Gelzi Maria de Almeida, que preside a sessão, não permitiu o registro de fotos ou vídeos durante o julgamento. Até por volta das 18h, o julgamento ainda estava na etapa dos depoimentos das testemunhas da defesa. Uma parte das testemunhas da acusação foi ouvida pela manhã, e outra no início da tarde.

 

Vestida de calça jeans e blusa branca, a médica chorou quando a juíza começou o pronunciamento do júri. Kátia Vargas permaneceu a maior parte do tempo sentada, de cabeça baixa e, em muitos momentos, balbuciava silenciosamente em um gesto que parecia de oração.

Por várias vezes, a médica chorou e levou as mãos ao rosto, sem levantar a cabeça. Apenas quando entrou no salão, Kátia Vargas trocou olhares com os dois filhos, que são adolescentes, e o marido, que permaneceram sentados na primeira fileira do lado direito do tribunal do júri, oposto ao das famílias das vítimas.

 Emanuel e Emanuelle Dias morreram em outubro de 2013 (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Emanuel e Emanuelle Dias morreram em outubro de 2013 (Foto: Reprodução/TV Bahia)

 A filha de Kátia Vargas estava visivelmente emocionada desde do julgamento, assim como familiares dos irmãos que morreram no acidente. Não houve nenhum contato entre as famílias da acusada e das vítimas, durante o julgamento pela manhã.

Antes da terceira testemunha, quando muitos se levantaram em uma pequena pausa entre os depoimentos, Kátia Vargas saiu do júri. Em seguida, enquanto a terceira testemunha era ouvida, a promotoria mostrou fotos do acidente, que inclusive mostram os irmãos mortos.

No momento em que as imagens foram exibidas, Kátia Vargas não estava no plenário. A mãe dos irmãos, Marinúbia Gomes, preferiu se retirar do salão quando as fotos foram mostradas. Outros familiares das vítimas choraram muito nesse momento. Durante o interrogatório dessa terceira testemunha, Kátia Vargas não foi mais vista no salão do júri. A médica foi novamente vista durante o depoimento da quarta testemunha de acusação.

Julgamento

Médica Kátia Vargas é acusada de ter provocado acidente que matou irmãos (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Médica Kátia Vargas é acusada de ter provocado acidente que matou irmãos (Foto: Reprodução/TV Bahia)

A previsão é que o júri popular da médica Kátia Vargas dure dois dias. Nesta terça, o júri deve seguir até as 22h. O julgamento começou com cerca 1h30 de atraso, na manhã desta terça. No primeiro turno, foram ouvidas quatro testemunhas da acusação.

Às 12h59, foi feito um intervalo para almoço. A sessão foi retomada às 14h35, quando a quinta testemunha começou a ser ouvida no plenário. A médica Kátia Vargas está presente no tribunal do júri. Ela deixou o salão algumas vezes.

A enfermeira Marinúbia Gomes, mãe das vítimas, Emanuel e Emanuelle, também acompanha o julgamento, junto com amigos e familiares. Ainda que abalada, Marinúbia Gomes afirmou à imprensa que está confiante para que a Justiça seja feita. A mãe de Emanuel e Emanuelle chegou ao Fórum Ruy Barbosa por volta das 6h40, e entrou acompanhada do advogado assistente de acusação, Daniel Keller.

Ela falou com a imprensa logo depois de ter reencontrado a ré, quatro anos após o acidente. “Estou firme e forte na força de Deus. E que a Justiça de Deus seja feita para ambas as famílias”, desabafou.

Caso

Carro da médica foi parar na calçada do bairro de Ondina, em Salvador (Foto: Gabriel Gonçalves/G1 Bahia)

Carro da médica foi parar na calçada do bairro de Ondina, em Salvador (Foto: Gabriel Gonçalves/G1 Bahia)

Quatro anos após as mortes dos irmãos Emanuele e Emanuel Gomes Dias, de 22 e 23 anos, a médica Kátia Vargas responde pelo caso em júri popular. Ela é acusada de ter provocado o acidente que matou os irmãos após uma suposta briga de trânsito, em outubro de 2013.

Kátia Vargas chegou a ser presa, mas após dois meses, obteve o direito de responder ao processo em liberdade provisória. Desde dezembro de 2013, quando teve a prisão preventiva revogada, ela é obrigada a cumprir medidas cautelares como o comparecimento mensal em juízo e proibição de se ausentar de Salvador sem autorização judicial. Além disso, foi oficializada à Polícia Federal restrições da médica para deixar o país. Fonte: G1/BA

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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.