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Publicado em 6 de dezembro de 2017 às 22:27h

O que realizaram os grandes homens para os seus nomes ficarem na história

Outra estratégia que traz prestígio ao príncipe é ter sempre uma posição clara a respeito das coisas, mostrando-se um verdadeiro amigo ou um inimigo honesto.
por Dilvan Coelho

Se estudarmos a vida dos grandes homens que deixaram seus nomes gravados nas páginas da história, poderemos verificar que todos eles seguiram alguns preceitos, que marcaram a sua passagem pela vida e geralmente obedeceram os mesmos princípios.

O maior politicista da história, o florentino Nicolau Maquiavel , nos deixou como grande legado a sua obra, “O Príncipe”. Ele viveu no século XVI, na Itália esplendorosa, porém, dividida em principados que viviam em permanentes conflitos. Tendo esse contexto como cenário, escreveu a referida obra em que, ao mesmo tempo que fingia dar lições aos príncipes, deu grandes lições ao povo.

Maquiavel ensinou que de todas as ações e virtudes de um príncipe, nada confere maior prestígio do que realizar grandes obras e servir, ele próprio, como raro modelo para seu povo. Ele citou como exemplo Fernando II de Aragão, rei da Espanha, também conhecido como o Rei Católico. Começando como um líder fraco e insignificante, Fernando II, pela fama e pela glória conquistada, ganhou notoriedade como o primeiro e mais importante dos reis cristãos da história. E se considerarmos as suas ações, veremos que são grandiosas, sendo algumas mesmo extraordinárias. Analisando a sua trajetória, pode-se afirmar que, mesmo   não tendo escrúpulos e simplesmente realizando projetos ousados e colocando-se sempre como exemplo, ele tornou-se um dos líderes mais prestigiados do seu tempo.

Outra estratégia que traz prestígio ao príncipe é ter sempre uma posição clara a respeito das coisas, mostrando-se um verdadeiro amigo ou um inimigo honesto. Com isso, quero dizer que ele deve, sem nenhuma restrição, declarar-se aberta e francamente a favor de uma ideia ou pessoa em oposição à outra.

Um dos maiores modelos foi Alexandre Magno, que nasceu em Pela no ano 356 a.C, o jovem príncipe sucedeu seu pai, o rei Felipe II, ao trono com 20 anos de idade e assumiu o reino da Macedônia. Ele passou a maior parte de seus anos de poder em uma série de campanhas militares sem precedentes através da Ásia e nordeste da África. Até os 30 anos ele havia criado um dos maiores impérios do mundo antigo, que se estendia da Grécia para o Egito e ao noroeste da Índia. Morreu invicto em batalhas e é considerado um dos comandantes militares mais bem sucedidos da história.

Ele não voltou para a Macedônia, permanecendo na Babilônia imitando os antigos reis persas, ele cercou-se de luxo e até ordenou que seus nobres se ajoelhassem diante dele e beijassem sua mão. Em 323 a.C, aos 33 anos incompletos, Alexandre morreu, vitimado por uma febre. Seus generais começaram a disputar o poder entre si. O vasto império acabou se dividindo em reinos menores, dos quais os mais importantes eram os da Macedônia, da Síria e do Egito. Os generais de Alexandre se tornaram os governantes desses reinos.

Por fim, a figura de Alexandre acabou servindo de inspiração para outro líder militar que viveu depois dele: Júlio César, o general romano que fundamentou as bases do que veio a se tornar o Império Romano. O general mais famoso do mundo era, na verdade, um mestre conciliador e um gênio da política. Seu nome virou sinônimo de imperador, mas ele nunca pisou no trono.

Os gênios, diz a lenda, nascem prontos. Quase todo mundo já escutou histórias intermináveis sobre Mozart encantando soberanos da Europa com meros 5 anos de idade, ou sobre Pelé deixando os suecos boquiabertos quando não passava de um meninote de 17 anos. Mas, para o homem cujo nome virou sinônimo (literalmente) de imperador e general, as coisas ocorreram bem mais devagar. Ele teve de esperar a maturidade para conseguir mostrar a que veio, galgando o poder aos poucos, de mansinho – ascensão que, aliás, combinava bem com a personalidade desse mestre conciliador. César governou para valer os gigantescos domínios de Roma por apenas quatro anos, mas a influência do “Divino Júlio”, como seus conterrâneos passaram a conhecê-lo depois da morte, dura mais de dois milênios.

Caio Júlio César foi um militar e governante romano no período de transição no final do período republicano da história de Roma Antiga. Nasceu em Roma em 13 de julho de 100 a.C e faleceu em 15 de março de 44 a.C. no mesmo local de nascimento. Pertencente a dinastia Julio-Claudiana, Júlio César teve um papel fundamental na passagem da República para o Império Romano. Durante o seu governo (outubro de 49 a.C. a 15 de março de 44 a.C.) fez grandes conquistas militares para Roma. Em 48 a.C. derrotou Pompeu na Grécia e tornou-se ditador romano; A mais importante em valor histórico foi a Campanha Militar no Egito: Em 47 a.C. comanda o exército romano na Campanha Militar no Egito. Neste mesmo ano conheceu Cleópatra e veio a se tornar seu amante. Em 15 de março de 44 a.C. foi assassinado pelo filho Brutus, após uma conspiração do Senado Romano. Na hora da morte pronunciou a famosa frase: “Até tu Brutus, filho meu”.

Outro grande vulto da história que merece destaque foi Napoleão Bonaparte. Foi um líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa. Adotando o nome de Napoleão I, foi Imperador dos Franceses apesar de ter descendência nobre italiana. Sua reforma legal, o Código Napoleônico, teve uma grande influência na legislação de vários países. Através das guerras napoleônicas, ele foi responsável por estabelecer a hegemonia francesa sobre maior parte da Europa.

As campanhas de Napoleão são até hoje estudadas nas academias militares de quase todo o mundo. Além das suas conquistas das campanhas vitoriosas, Napoleão realizou grandes obras transformando Paris, entre elas o arco do triunfo.

A Campanha da Rússia em 1812 marcou uma virada na sorte de Napoleão. Seu Grande Armée foi seriamente danificado na campanha e nunca se recuperou totalmente. Em 1813, a Sexta Coligação derrotou suas forças em Leipzig. No ano seguinte, a coligação invadiu a França, forçou Napoleão a abdicar e o exilou na ilha de Elba. Menos de um ano depois, ele fugiu de Elba e retornou ao poder e ficou apenas 100 dias, mas foi derrotado na Batalha de Waterloo, em junho de 1815. Napoleão passou os últimos seis anos de sua vida confinado pelos britânicos na ilha de Santa Helena. Uma autópsia concluiu que ele morreu de câncer no estômago, embora haja suspeitas de envenenamento por arsênio.

O objetivo desta matéria é servir de exemplo para aqueles que hoje governam os nossos destinos, em todos os âmbitos, quer seja federal, estadual e, principalmente, municipal da nossa região, que é aonde podemos alcançar. Os nossos governantes para não serem esquecidos, devem procurar realizar grandes obras e servir como raro modelo de exemplo para seu povo. Outro fator importante é mostrar a transitoriedade do poder, que pode ser perdido a qualquer momento, por mais poderoso que seja o governante, como foram os casos dos exemplos mencionados. O Brasil mudou e temos visto vários exemplos de homens poderosos que hoje estão atrás das grades, empresários e políticos. Quem não entender isso pode ser apeado do poder a qualquer momento. Aqui no Extremo Sul temos o caso recente de 3 prefeitos que foram afastados e dificilmente retornam ao poder. Quem não procurar aprender com a história, e se adaptar aos novos tempos ficará fora do jogo.

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Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.