editorial destaques

O QUE ESTÁ EM FOCO

economia sustentabilidade comunidade política saúde educação esportes polícia

COLUNAS

além da porteira curtas e picantes eco e pet vidas em foco

Roubo e receptação de cargas

Publicado em 17 de julho de 2018 às 20:32h

Operação Transbordo: Polícia Federal cumpre mandados em Teixeira

por Foco no Poder

Foto OSollo

Embora não tenha divulgado os nomes das pessoas presas e nem em quais locais do estado os mandados foram cumpridos, sabe-se que 12 dos 25 mandados de prisão expedidos para a Bahia foram cumpridos nesta terça, 17 de julho, durante a Operação Transbordo, deflagrada para desarticular um esquema de roubos de carga em seis estados do país. A PF disse que a ação ainda está em andamento para tentar localizar os demais alvos.

Segundo o G1, do total de presos na Bahia até agora, seis foram alvos de mandados de prisão temporária e outros seis de prisão preventiva. Uma dessas pessoas presas foi localizada em Alagoas, mas a prisão foi contabilizada como sendo da Bahia porque o mandado era para ser cumprido no estado, segundo a PF.

A Operação Transbordo cumpre, em Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco, 176 mandados judiciais, expedidos pela 17ª Vara Criminal de Maceió. Estima-se que a organização criminosa tenha causado um prejuízo superior a R$ 8,6 milhões, só em relação a roubo de cargas e caminhões.

Segundo a PF, a operação é para desarticular uma organização criminosa que atua em diversos estados do Nordeste e do Sudeste, valendo-se de falsas comunicações de crimes de roubo, além de adulteração de veículos, golpes em seguradoras e outros delitos.

Mandados foram cumpridos em Eunápolis e Teixeira de Freitas, sendo que, nesta última, nas primeiras horas da manhã cerca de cinco viaturas da Polícia Federal, com apoio da Cipe /MA e representantes da fiscalização estadual, estiveram no bairro Colina Verde, onde agentes ocuparam a sede de uma distribuidora de bebidas situada na avenida Amor Perfeito, e outra, localizada na rua Eurídice de Oliveira Santana.

Segundo matéria do Verdades Políticas, o galpão da rua Eurídice já fora alvo de operação em março de 2017, quando a PF teria cumprido mandado de busca e apreensão com o objetivo de coibir o contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro. Já em julho do mesmo ano, a PRF e PM teriam achado uma carga com cerca de 90 mil latas de sardinhas e atum enlatados, avaliada em R$ 300 mil, sem nota fiscal; os presentes desconheciam sua origem. Na época, os policiais constataram ainda que os fios de rastreamento do veículo estavam cortados e que possuía dois registros de roubo do caminhão e de carga ligados a ele, chamando a atenção o fato de a mercadoria no galpão ser a mesma que o motorista informou à polícia, em abril, ter sido roubada durante assalto em que fora vítima na estrada, no Pernambuco.

Uma casa na rua Mário de Andrade também foi ocupada por suspeita de seus moradores terem participação em crimes de roubo e receptação; um chaveiro foi solicitado no local para abertura de um cofre.

As investigações da PF começaram há cerca de um ano, com um roubo de carga em Alagoas. “Houve o flagrante e com o aprofundamento das investigações se identificou que, na verdade, não foi um caso esporádico, mas sim havia uma quadrilha por trás atuando dessa forma”, afirmou o superintendente da PF em Alagoas, Rolando Alexandre de Souza.

A organização criminosa contava com a participação dos motoristas dos caminhões, que simulavam terem sido sequestrados por assaltantes, enquanto outros integrantes realizavam a desativação dos dispositivos de segurança do caminhão e a subtração da carga. Depois disso, o motorista ia até a polícia para registrar a falsa comunicação do crime.

Segundo as investigações, a organização criminosa não tinha um tipo de mercadoria preferencial como alvo. Eles atuavam em qualquer frente, desde que fosse mercadoria (têxtil, eletrônicos, alimentos etc.).

“Uma coisa que eles faziam era usar sempre uma mesma rota. Não pegavam rotas aleatórias. E, na maioria dos casos, na fronteira dos estados (da Bahia e Alagoas). O caminhão era furtado do lado da Bahia, mas a comunicação do crime era feita em Alagoas. Isso tudo para dificultar a investigação. Isso dificulta a investigação porque a Polícia Civil não tem, às vezes, a capilaridade de conseguir fazer investigação em outros estados”, disse o superintendente.

 

Compartilhe nas redes socias: FACEBOOK WHATSAPP


Colunas

Além da porteira
Confira todas as informações sobre o Agronegócio e Economia Local, oportunidades e curiosidades e muito mais.
Curtas e picantes
Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
Eco & Pet
Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.