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Publicado em 2 de maio de 2018 às 07:27h

Para Jaques Wagner, PT pode indicar vice de Ciro Gomes

por Foco no Poder

O ex-governador Jaques Wagner admitiu, nesta terça-feira (1º), a hipótese de o PT não ser cabeça de chapa nas eleições presidenciais e ocupar a vice caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de concorrer ao Palácio do Planalto.

Questionado, Wagner se disse à vontade para discutir a hipótese de se aliar ao pedetista Ciro Gomes, por ter sido entusiasta de uma aliança quando Eduardo Campos estava vivo.

“Sou suspeito nesta matéria porque sempre defendi que, após 16 anos, estava na hora de ceder a precedência. Sempre achei isso. Não conheço na democracia ninguém que fique 30 anos. Em geral fica 12, 16, 20. Defendi isso quando o Eduardo Campos ainda era vivo. Estou à vontade neste território”, afirmou. ​

Além da possibilidade de apoio a Ciro, Wagner defendeu também abertura de diálogo com o ex-ministro Joaquim Barbosa, potencial candidato do PSB.

O ex-governador da Bahia recomendou, porém, calma antes de qualquer decisão. E ressaltou: “O problema é que a prisão do Lula nos coloca numa posição de resistência. Não posso dizer hoje que estou abrindo para qualquer um. É dizer o quê? Lula, tchau e bênção? Então a situação é complicada”, justificou.

Embora considere Barbosa um outsider, Wagner defendeu um diálogo com o ex-ministro do STF. “Acho que o PT tem que buscar o diálogo com os partidos que sempre defenderam um Brasil democrático, popular, progressista e com distribuição de renda.”

Ele inclui na lista a pré-candidata do PC do B, Manuela D’Ávila (RS).

“O Ciro eu sei mais ou menos o pensamento dele, a Manuela eu sei mais ou menos o pensamento dela, o Joaquim está começando a apresentar o seu pensamento. Óbvio que de todos que eu falei o Joaquim é o mais outsider. Nunca foi uma pessoa dedicada propriamente à política”, afirmou.

As declarações foram dadas minutos antes de Wagner subir o palanque do ato organizado por sete centrais sindicais pela libertação de Lula.

O ex-ministro insistiu que o PT vai sustentar a candidatura de Lula até que ele esteja interditado definitivamente.

Ele repetiu ainda que essa não era uma exclusividade petista. “Quem é que tem algum candidato a presidente da República? Ninguém. É uma situação inédita no Brasil. Não tem o porquê desta agonia.”

O ex-ministro defendeu o canal de negociação aberto pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). “O Haddad teve uma conversa sobre a economia brasileira e acharam que era sobre política eleitoral no estrito senso”.

Sobre a possibilidade de ele próprio concorrer, Wagner afirmou: “Não coloco meu nome em hipótese alguma à disposição neste momento. E não adianta perguntarem ‘e no próximo momento?’. Não estou trabalhando com o próximo momento.”

VAIAS
No mesmo ato, os pré-candidatos Manuela D’Ávila (PC do B) e Guilherme Boulos (PSOL) divergiram sobre a possibilidade de abertura de canal de comunicação com o ex-ministro Joaquim Barbosa.

Para Boulos, não existe um diálogo estabelecido com o ex-ministro do STF. “Joaquim Barbosa ainda é uma incógnita. Mas todas as declarações dele vão de uma maneira preocupante no sentido de respaldar o liberalismo econômico que está muito longe das propostas defendidas pela esquerda do ponto de vista de que o programa econômico tem que servir para as maiorias sociais e não ao 1% do mercado financeiro”, declarou.

Já Manuela afirma que não se está em busca de uniformidade, mas de unidade em torno do principal para o Brasil. Segundo ela, Barbosa fez manifestações importantes.

“Se a pessoa é contra a reforma trabalhista, se entende que a prisão de Lula é arbitrária e que é possível desenvolver o Brasil estimulando o trabalho, a gente tem que estimular as pontes. Não implodi-las.”

O ato em Curitiba teve estimativa de público, segundo a Polícia Militar, de 5 mil pessoas. Segundo os organizadores, foram 25 mil. Já a CUT diz que foram 40 mil.

Um dos organizadores do ato, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, foi vaiado ao citar o nome da central, o que exigiu que o presidente da CUT, Vagner Freitas, e a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, fossem à beira do palco para puxar aplauso para ele. Ao discursar, Freitas ressaltou ser essa a primeira vez em que sete centrais se unem para celebrar o Dia do Trabalhador Juruna reagiu indignado. “Grupelhos esquerdistas [da CUT] são capazes de estragar uma unidade”, protestou.

Outro vaiado foi o ex-ministro Aldo Rebelo (SD). Ex-PC do B e PSB, foi chamado de traidor e golpista enquanto tentava discursar.

O ex-ministro encerrou seu discurso com uma queixa. Aldo afirmou que, para ele, este Primeiro de Maio poderia representar a retomada da unidade do movimento sindical que testemunhou em 2006 em favor da reeleição de Lula.

Mas ressaltou: “Se não somos capazes de manter a tolerância em um ato como este, não temos autoridade para pedir unidade em defesa da democracia”.

Ele comparou a atitude de militantes de esquerda com o de seus opositores. “Que eles alimentem esse clima, eu compreendo. Só não compreendo quem se declara democrata não ter capacidade de tolerar”. Fonte: Bocão News

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Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.