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Planejava ataque

Publicado em 5 de abril de 2019 às 09:37h

Polícia Civil de Eunápolis prende adolescente que ameaçava ataque em escolas

por Vanessa Silva

Uma operação policial realizada pela Polícia Cívil de Eunápolis, na manhã desta quinta-feira (04), resultou na identificação de uma adolescente de 15 anos, que supostamente criou um perfil fake no facebook com a finalidade de identificar adeptos para um suposto ataque a duas escolas públicas da cidade, fazendo alusão ao massacre, que aconteceu em Suzano no dia 13 de março.

O perfil fake que estava com o nome de “Guilherme Monteiro”, tinha na realidade por trás da conta, uma aluna de uma das escolas.

O juiz de Direito, Otaviano Andrade de Souza Sobrinho, titular da 1ª Vara Crime de Eunápolis, permitiu a quebra de sigilo dos dados eletrônicos e então foi possível identificar o dispositivo criador da falsa conta, como também identificar mensagens postadas pela adolescente.

Em um grupo de Facebook, a adolescente postou: “Na minha opinião temos que fazer algo grandioso. Nada repetido. Temos que começar em grandes escolas (..) Eu já faço parte de um grupo e temos tudo planejado. Temos tudo de que precisamos. Se quiserem posso ajudar a vocês com bombas caseiras. Depende da potência.”

Com a quebra do sigilo foi possível ter acesso a conversas da aluna, onde a mesma pedia a “planta da escola”. Em outra conversa, a adolescente sugeria estratégias de ataques como simular uma briga para desviar a atenção dos seguranças. Além disso, ela sugeria nas mensagens utilizar bombas caseiras e matar o maior número de pessoas possível.

As investigações que teve inicio no dia 29 de março contaram com apoio do corpo técnico de Tecnologia da Informação do IFBA local e com a ajuda de um “robô” que foi criado para agilizar a análise do material colhido em face do afastamento do sigilo eletrônico.

A adolescente foi ouvida pela Polícia Civil na presença da mãe e de testemunhas, onde alegou ter agido por “brincadeira” e para “amedrontar” pessoas.

A adolescente teve o aparelho celular apreendido, onde será submetido a perícia a fim de aprofundar  as investigações acerca de suas verdadeiras intenções, bem assim identificar outros possíveis adeptos.

Vale ressaltar que, a divulgação de áudios com ameaças de ataque a escolas pode configurar o crime previsto no Art. 265 do Código Penal Brasileiro, ou seja, Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública, com pena de reclusão que pode chegar a cinco anos, além de multa.

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Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.