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SAÚDE

Publicado em 15 de setembro de 2018 às 07:05h

Racismo institucional foi entrave para Bahia instituir atenção à doença falciforme

por Foco no Poder

Foto: Shutterstock

A Bahia é o estado com maior incidência de doença falciforme no país, com proporção de um para cada 650 nascidos vivos. Ainda assim, apenas na última semana foi instituída a Política Estadual de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, enfermidade que atinge principalmente a população negra.

Para o coordenador técnico da Diretoria de Gestão do Cuidado, Antonio da Purificação, a demora para implantação da política pode estar relacionada ao racismo institucional. Ele argumenta que, ao longo dos anos, outras enfermidades tiveram prioridade, enquanto a doença falciforme, que classifica como um problema de saúde pública, “foi ficando esquecida”.

“Demorou um pouco para essa política ser implantada por questões que a gente pode considerar que seja racismo institucional. É uma doença de prevalência da população negra”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. Outros fatores são burocracias necessárias para implantação e recursos financeiros.

Apenas a partir da organização de movimentos sociais, com apoio de universidades, foram apresentados dados sobre a incidência da enfermidade e a possibilidade de tratamento. “Quando houve acesso a esses dados e o acolhimento do gestor da pasta [secretário Fábio Vilas-Boas], ela passou a ser uma pauta do nosso governador”, acrescentou.

NOVAS DIRETRIZES

A nova política segue as diretrizes já estabelecidas nacionalmente e deve direcionar a rede de atenção para as nove macrorregiões de saúde da Bahia, explicou o coordenador. “Pensamos em ter serviços de referência, no mínimo um em cada macrorregião de saúde, e um centro de referência estadual”.

Localizado em Salvador, o centro estadual terá missão assistencial e docente. Os profissionais da atenção básica serão capacitados para atendimento. A unidade também será responsável por acolher os casos mais graves registrados na Bahia. Serão oferecidos serviços de hematologia, cardiologia, oftalmologia, nefrologia, entre outros, na tentativa de melhorar a qualidade de vida dos enfermos.

Fonte: Bahia Notícias: por Renata Farias / Jade Coelho 

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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.