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Educação

Publicado em 11 de abril de 2017 às 22:00h

Secretário de Educação explica desafios e diz ter apoio do prefeito

O município recebe R$ 73 milhões do Fundeb e gasta R$ 85 mi só em salários do professor.
por Katia Armini

Desde janeiro, a Secretaria de Educação do município está sendo administrada pelo professor e consultor do Sebrae, Hermon Lopes de Freitas, que é formado em letras pela Universidade Estadual da Bahia; pós-graduado em Gestão de micro e pequenas empresas; pós-graduado em gestão pública e especialista em gestão comercial.

O professor enfrentou na manhã desta terça-feira (11) a sabatina realizada pela Câmara Municipal, em cumprimento à Lei Orgânica do Município, que determina que todo secretário nomeado pelo prefeito passe pela avaliação dos vereadores antes de ser efetivado no cargo.

Apesar do clima amistoso, os edis foram rígidos em seus questionamentos, mas, encontraram um secretário firme em seus propósitos junto à pasta.

Entre os temas mais abordados se destacaram preocupações em torno da segurança, creches, finanças, merenda, contratações e, principalmente, a ordenação de servidores da educação em desvio de função e situações de professores que recebiam frequência quase sem ir às escolas.

“Ordenar é organizar, e organizar incomoda quem está desorganizado”, explicou o professor, que disse ter encontrado apoio no secretário anterior, Ariosvaldo Alves Gomes, quem o incentivou a persistir nesse caminho: “Não foi uma ideia minha, foi uma ideia de um projeto de alguém que tem experiência e que é um homem de bem dentro da cidade” destacou. Para levar adiante esse projeto, Hermon ressaltou o bom trabalho feito pela sua diretoria e o apoio incondicional da APLB/Sindicato.

Quanto à situação financeira da pasta, o professor falou que a previsão de arrecadação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) é de cerca de 73 milhões para 2017, enquanto o custo, só com salários do professor que recebe pelo Fundo, é de 85 milhões. Isso significa uma dívida de 12 milhões, sem mencionar a folha de pagamento do setor administrativo, merendeiras, transporte, dentre outros.

Através do tema segurança, Hermon apresentou dados e aspectos dramáticos de um assunto de alta complexidade, que envolve situações diversas, como, por exemplo, violência, drogas e o assédio sexual através das mídias sociais.

“Nós temos um município onde algumas escolas apresentam um histórico com 60% de abuso sexual. Nós temos uma cidade com droga entrando, de forma indiscreta, na vida, inclusive, de alunos de primeiro ao quinto ano. Então, quando se puxa um extrato desse, temos que fazer, não só um plano de ação, e, sim, uma mobilização para poder interferir tanto na parte pedagógica como emocional”, pontuou.

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Engenheiro Civil, Pós Graduado em Marketing Empresarial, participa como estrategista em Campanhas Políticas desde 1985, conhecido por Dilvan Coelho.
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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.