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BNDES

Publicado em 5 de abril de 2019 às 17:39h

Venezuela, Cuba e Moçambique devem mais de R$ 2 bilhões para o BNDES

por Vanessa Silva

Os governos de Venezuela, Cuba e Moçambique acumulam dívidas de mais de R$ 2 bilhões em empréstimos concedidos no Brasil pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro foi liberado pelo órgão para financiar obras de infraestrutura.

Os contratos – estimados hoje em quase R$ 14 bilhões – foram assinados durante os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

As parcelas das dívidas em atraso somam R$ 2,3 bilhões, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. A informação foi confirmada pelo banco ao Jornal Nacional.

Essas operações funcionam da seguinte maneira: o BNDES desembolsa recursos no Brasil, em reais, para a empresa brasileira responsável pela obra ou pela exportação de bens e serviços ao país estrangeiro. Quem paga o financiamento, com juros em dólares, é o país que ganhou o empréstimo.

A Venezuela, por exemplo, recebeu dinheiro para construir uma usina, um estaleiro e o metrô de Caracas. Já Cuba modernizou o porto de Mariel, enquanto Moçambique investiu num aeroporto.

As obras nesses países foram realizadas pelas construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez, que confessaram participar de esquemas de corrupção no Brasil na Operação Lava Jato.

Dívida de cada país

Moçambique começou a atrasar as parcelas em 2016 e já deve R$ 456 milhões, em valores atualizados. Cuba deve R$ 232 milhões, e Venezuela tem a maior dívida: R$ 1,6 bilhão.

Os empréstimos para esses países estão cobertos pelo Fundo de Garantia à Exportação, vinculado ao Tesouro Nacional.

Mas como as perdas não estavam previstas no Orçamento, o governo brasileiro teve que retirar, no ano passado, R$ 1,3 bilhão do Fundo de Amparo ao Trabalhador para devolver ao BNDES.

No orçamento de 2019, estão previstos mais R$ 1,5 bilhão de despesas do Fundo de Garantia à Exportação. O presidente do BNDES, Joaquim Levy, que não quis gravar entrevista, anunciou que o banco não vai mais fazer empréstimos a governos estrangeiros.

Fonte: G1

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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.