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Medula Óssea

Publicado em 14 de janeiro de 2019 às 11:29h

Você sabe como ser um doador de medula óssea?

por Vanessa Silva

Embora a leucemia e o linfoma sejam as doenças mais comuns associadas ao procedimento, as células-tronco doadas podem curar cerca de 80 doenças catalogadas. Por se tratarem de quadros que afetam o sangue, a compatibilidade genética torna-se um obstáculo do processo.

O que é o transplante de medula?

Como o nome indica, a medula óssea se localiza no interior dos ossos e funciona como uma “fábrica do sangue”, produzindo componentes que circulam nos vasos sanguíneos. As hemácias (responsáveis pelo transporte de oxigênio) os leucócitos (agentes de defesa do organismo) e as plaquetas ( células da coagulação do sangue) são alguns deles. Quando o paciente apresenta câncer sanguíneo, como a leucemia, o linfoma ou o mieloma, e realiza tratamento quimioterápico acaba precisando do transplante. O Transplante de Medula Óssea (TMO) existe para substituir as células-tronco doentes por células saudáveis.

Como se tornar um doador?

O primeiro passo é fornecer alguns dados pessoais e coletar sangue para tipagem de glóbulos brancos. Após aprovação por meio de exames médicos, o doador estará cadastrado no REDOME e poderá ser acionado a qualquer momento, tanto por hospitais nacionais quanto estrangeiros. Não há custo envolvido e o processo é completamente anônimo. O cruzamento entre o doador de medula e quem precisa de transplante pode levar anos, por  isso é importante manter os dados sempre atualizados.

Como é o procedimento para o transplante?

Há três maneiras de realizar a coleta, que pode ser semelhante a uma transfusão sanguínea comum. Existe um tipo de coleta que não envolve internação ou anestesia, utilizando uma máquina de aférese para separar células-tronco de outros componentes não necessários.

O método tradicional envolve uma punção das células-tronco, que são retiradas do osso da região do quadril. É realizado em centro cirúrgico sob anestesia geral, mas o doador é liberado no dia seguinte e dentro de algumas semanas sua medula estará recomposta.

A terceira via é a possibilidade de usar o cordão umbilical do paciente como fonte de células-tronco, que podem permanecer congeladas por anos.

Fui acionado: e agora?

A partir do momento em que há compatibilidade comprovada, o doador de medula será contatado pelo hemocentro e passará por mais uma bateria de exames para verificar o bom estado de saúde. Fora isso, não há qualquer restrição ou exigência para com os hábitos de trabalho ou alimentares.

Enquanto isso, o receptor se prepara para uma dose intensiva de quimioterapia, a fim de destruir completamente a medula óssea e o sistema imune, preparando para a substituição pelas células saudáveis. Por isso, é imprescindível que o doador voluntário se comprometa, pois em caso de desistência, não haverá tempo hábil para encontrar outro doador e, devido ao sistema debilitado, o paciente corre o risco de morte.

Dentro de alguns meses após o procedimento, se a “pega”, termo médico utilizado para atestar o funcionamento da nova medula, acontecer e houver o desejo por parte do doador e do receptor, existe a possibilidade de se encontrarem pessoalmente.

A decisão de se tornar um doador de medula óssea pode ter um impacto decisivo e, literalmente, salvar uma vida.

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Doutora em linguística pela PUC-RS (2014) e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade do Estado da Bahia - Uneb (2008), Cristhiane Ferreguett.